CUIDADOS COM O CALÇADO BAREFOOT
Os sapatos barefoot são finos, macios e flexíveis. É precisamente isso que os torna excelentes – e é precisamente por isso que precisam de uma abordagem diferente da dos sapatos rígidos de construção clássica. Alguns minutos após cada utilização e um tratamento cuidado por mês prolongam a vida dos sapatos em um ou dois anos.
Em cima encontra um guia prático, em baixo as instruções oficiais de utilização e manutenção do calçado, incluindo as condições de reclamação.
2× por mês
frequência recomendada de impermeabilização
24 horas
até o sapato secar também por dentro
20
produtos de cuidado em stock
GUIA PRÁTICO
Quer tenha botins de pele, sneakers de verão ou pantufas de criança, a ordem é sempre a mesma. Se a trocar, o resultado não vale grande coisa.
PASSO 1
Limpeza
A sujidade, o pó e o sal danificam o material e impedem que qualquer outra coisa seja absorvida. Começamos sempre com uma escova seca.
PASSO 2
Nutrição
Diz respeito sobretudo à pele. Sem ela seca, endurece e estala – nos sapatos barefoot a dobrar, porque a gáspea dobra a cada passo.
PASSO 3
Proteção
A impermeabilização fecha a superfície contra a água e a sujidade. Renova-se regularmente, não uma vez na vida do sapato.
Quer ter tudo de uma vez?
O mais simples é começar com um conjunto onde vêm juntos o produto de limpeza, a escova e o impermeabilizante.
A camada protetora aplica-se num sapato novo e limpo, não num que já absorveu sujidade.
Impermeabilize os sapatos novos ainda antes de sair com eles pela primeira vez. Um material limpo e nunca usado recebe melhor a camada protetora e assim o sapato nunca absorve aquela primeira sujidade, que depois já não sai.
Segure o spray a 20 a 30 cm do sapato e aplique uma camada fina e uniforme. Não se esqueça da língua, das costuras, dos atacadores e dos lados da sola – é por aí que a água entra mais vezes. Deixe secar naturalmente e repita a camada mais uma vez. Nunca impermeabilize um sapato molhado, estaria a fechar a humidade lá dentro.
Com que frequência? Aproximadamente a cada dez utilizações, ou duas vezes por mês. Com chuva e no inverno, tranquilamente uma vez por semana. Percebe-se facilmente: quando a água deixa de formar gotas à superfície e começa a ser absorvida, é altura.
O QUE USAR
O material descobre-se na ficha do produto ou na etiqueta dentro do sapato. Se não tiver a certeza, aconselhamo-lo com gosto se nos contactar.
Pele lisa (napa, flor)
O material mais agradecido, se lhe der gordura. Limpe com um pano húmido, deixe secar e aplique uma camada fina de creme, evitando as costuras. Deixe absorver e faça brilhar. O impermeabilizante em cera é aqui melhor escolha do que o spray – penetra mais fundo e ao mesmo tempo nutre a pele.
Pele acamurçada: camurça, nobuck, veludo
Nada de água, nada de creme. Limpa-se a seco. Deixe a lama seca secar completamente e escove-a. Para manchas de gordura e zonas brilhantes, uma borracha de limpeza; para levantar o pelo, uma escova de crepe. Depois, apenas spray impermeabilizante incolor.
Têxtil, malha e sapatos de tecido
Os modelos em malha e em tecido (tipicamente leguano) suportam uma lavagem suave, mas só se o fabricante o permitir expressamente. No máximo 30 °C, programa delicado, sem centrifugação e sem detergente clássico. Nunca no secador. Lave as palmilhas e os atacadores à parte e, depois de secarem, volte a impermeabilizar os sapatos.
Sintéticos e materiais veganos
O grupo menos exigente. Basta um pano húmido com detergente ou um produto de limpeza em espuma e, de vez em quando, impermeabilização. Os cremes para pele não têm lugar aqui – numa superfície sintética não são absorvidos e ficam apenas pegajosos.
Nos sapatos barefoot a sola é fina e desempenha o papel principal.
As pedrinhas encravadas no relevo desgastam a sola por dentro – retire-as depois de cada passeio na natureza. As entressolas brancas amarelecem com o tempo por ação dos raios UV e da oxidação; é possível preveni-lo com uma emulsão protetora e removê-lo apenas com um produto de limpeza.
Observe também a uniformidade do desgaste. Quando um dos lados se gasta bastante mais depressa, é um sinal sobre o seu apoio – e um assunto mais para uma consulta com a nossa equipa formada do que para impermeabilização.
A secagem incorreta destrói mais sapatos do que a chuva. A cola dissolve-se, a pele encolhe e endurece, a sola solta-se.
DICA: Arranje dois pares e vá alternando. Um sapato precisa de cerca de 24 horas para secar completamente, também por dentro. A alternância prolonga a vida de ambos os pares mais do que qualquer impermeabilização.
O odor não surge do suor, mas das bactérias que se multiplicam na humidade.
Nos sapatos barefoot anda-se muitas vezes sem meias e o interior sofre. Por isso é essencial secar bem os sapatos e arejá-los regularmente. Um spray contra o odor resolve a situação de imediato; a longo prazo ajudam a substituição das palmilhas e as meias absorventes de fibras naturais.
Substitua as palmilhas cerca de uma vez por época, nas crianças mais vezes. No inverno vêm a calhar as de lã forradas, no verão, pelo contrário, as finas de atoalhado.
A causa mais frequente de um calcanhar gasto não é o andar, mas o calçar.
Os sapatos barefoot têm um calcanhar macio que, ao empurrar o pé à força, se parte e com o tempo estala. Uma calçadeira custa poucos euros e salva um par de muitas dezenas.
Use sempre os sapatos devidamente fechados e atados e, do mesmo modo, desaperte-os sempre antes de os descalçar. Descalçar „sapato contra sapato” deforma o calcanhar e a palmilha e é a forma mais rápida de destruir um sapato.
Os sapatos que vão meio ano para o armário merecem mais do que serem simplesmente arrumados.
O sal é pior para os sapatos do que a chuva.
As substâncias químicas agressivas contidas nos sais de degelo danificam a estrutura dos materiais, provocam o seu inchaço e deixam manchas claras características. Limpe os sapatos ainda na noite em que andou no sal – com um pano húmido e com suavidade, sem esfregar.
No inverno, encurte o intervalo de impermeabilização para uma vez por semana e, nos sapatos de pele, opte pela variante em cera, que resiste melhor do que o spray. E conte com o facto de a sola fina dos sapatos barefoot conduzir o frio – a solução são palmilhas de lã de inverno e meias merino, não um sapato mais grosso.
A maioria das reclamações que não podem ser aceites deve-se a algo desta lista.
Tudo o que temos na loja online para o cuidado dos sapatos barefoot, num só lugar.
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INFORMAÇÕES VINCULATIVAS
Informações sobre a escolha, a finalidade e a manutenção do calçado e sobre as condições de reclamação. Recomendamos que as leia antes de usar sapatos novos pela primeira vez.
Ao escolher calçado é necessário ter em conta que o tipo de calçado, o tamanho e a largura escolhidos correspondam exatamente às suas necessidades. O tamanho do sapato (comprimento do espaço interior) tem de ser sempre maior do que o comprimento do seu pé. No sapato tem de existir a chamada folga em comprimento (isto é, o espaço livre dentro do calçado à frente dos dedos) e folga em largura (o sapato não pode, portanto, ser mais estreito do que o pé). A folga serve para o movimento livre e o desenrolar natural do pé. Nas crianças, a folga garante também espaço para o crescimento do pé. Os seus dedos nunca deveriam tocar na biqueira do sapato ao caminhar. No sapato deveria conseguir abrir confortavelmente os dedos em largura. Tenha atenção à adequação do material e da sola à finalidade para a qual compra o calçado.
Um tipo de calçado, tamanho ou forma escolhidos de forma inadequada face ao seu pé não podem ser motivo de reclamação posterior. Ajudamo-lo com gosto na escolha – veja o guia para escolher o tamanho ou contacte-nos.
Para cada finalidade de utilização é adequado outro tipo de calçado. A finalidade influencia a escolha do material utilizado, a construção, o acabamento e o modo de manutenção do calçado. Tenha, por isso, em conta na escolha para que fim quer usar o calçado.
Calçado de passeio
Destina-se a ser usado no exterior (cidade, terreno fácil, por ex. parque) e no interior. Caracteriza-se por uma construção clássica sem elementos de moda marcados. Habitualmente, a durabilidade e o conforto são nele mais importantes do que a moda. O calçado de passeio destina-se a ambiente seco. Antes de o usar em ambiente húmido, impermeabilize-o bem.
Calçado de lazer
Destina-se a ser usado nos tempos livres, em diversas ocasiões de lazer e passeio. A sua construção está adaptada à utilização no exterior e em terreno natural moderado e cuidado. Este calçado não se destina à prática de atividades desportivas.
Calçado desportivo
Calçado destinado à prática de diversas atividades desportivas. Pela sua construção corresponde aos requisitos da respetiva modalidade, por isso é necessário usá-lo apenas para esse desporto.
Calçado de interior
É um calçado têxtil leve, de construção simples, destinado a ser usado em interiores. O calçado de interior com sola têxtil destina-se sobretudo a manter os pés quentes – não se destina ao uso corrente no exterior. Com uso corrente no exterior, a sola deste calçado pode danificar-se.
Calçado de inverno
Destina-se a ser usado no exterior no período de inverno. Caracteriza-se por um nível mais elevado de propriedades de isolamento térmico, muitas vezes com forro quente de pelo. Antes de o usar em ambiente húmido, impermeabilize-o bem.
Calçado com membrana
Alguns calçados podem ser complementados com a chamada membrana. Trata-se de uma camada intermédia entre a gáspea e o forro, que aumenta as propriedades de utilização do sapato. O calçado com membrana impede a entrada de humidade exterior e, ao mesmo tempo, conduz a humidade interior (suor) para fora do calçado.
Calçado hidrorrepelente
Trata-se de um tratamento de superfície de fábrica da gáspea, que exige renovação regular com sprays impermeabilizantes.
Calçado impermeável
É a capacidade do material de não deixar passar água e humidade. Trata-se, na maioria das vezes, do material da gáspea em conjunto com uma membrana, que garante a impermeabilidade. Também nesta variante é necessária a manutenção regular com sprays impermeabilizantes.
Retire a palmilha interior (se for possível retirá-la) e encha os sapatos molhados com jornais. Seque à temperatura ambiente. Deixe os sapatos secar devidamente e não os use enquanto não estiverem completamente secos.
Atualmente utiliza-se uma grande quantidade de materiais, desde muitos tipos de peles até materiais sintéticos e têxteis. Conhecimentos básicos sobre os materiais utilizados, a par de um tratamento correto e de uma manutenção cuidada, prolongam a vida do seu calçado.
A pele é o material natural mais utilizado, com propriedades ideais para a produção de calçado. A pele é respirável, macia, tem muito boas propriedades de absorção e é, até certo ponto, capaz de se adaptar à forma individual do pé. O desenho irregular da flor e a diferença parcial de superfície são características da pele natural e distinguem-na, também no aspeto, dos materiais sintéticos. A pele não é ilimitadamente resistente à ação da humidade, nem do lado exterior (influências climáticas), nem do interior (suor). Por isso, o calçado de pele tem de ser tratado continuamente.
Pele lisa
É pele com superfície finamente estruturada e poros pequenos. Limpe o calçado da sujidade com uma escova adequada ou um pano macio e húmido e seque-o. Use impermeabilizante e um creme adequado do tom desejado ou cera, e faça brilhar. Para manutenção ocasional (por ex. no trabalho, em viagem) é possível usar também esponjas autobrilhantes – estas, porém, apenas dão brilho à pele e não substituem o tratamento regular com creme ou cera adequados. Algumas ceras servem ao mesmo tempo de impermeabilizante.
Nobuck, veludo (camurça)
É pele lixada pelo lado da flor ou pelo avesso. Trate o calçado deste material com uma escova de borracha e com produtos destinados a peles com pelo. Estes produtos reavivam a cor e podem ser coloridos ou incolores. É importante tratar as peles com pelo com um impermeabilizante adequado, que aumente a resistência à água. Nunca aplique creme (nem cera) nestas peles.
Outras peles
Existe toda uma série de outros tipos de peles, que se caracterizam sobretudo por efeitos de cor e pela diversidade de acabamentos de superfície. A característica da maioria destas peles é que, durante a utilização, o seu aspeto „evolui”. Nas peles com acabamento esbatido, a cor original da pele está coberta por outra cor, muitas vezes contrastante. Essa cor contrastante desgasta-se com o uso nos pontos mais solicitados e depois transparece a cor original. Ao desgastar-se, pode sujar roupa de cores mais claras. Outra variante são as peles com flor mecanicamente quebrada, em que a flor do calçado novo está estalada e se nota a cor diferente da estrutura da pele. Durante o uso, a flor continua a estalar, nos pontos mais solicitados descasca completamente e a estrutura do material fica exposta. As alterações básicas descritas ocorrem muito depressa e, com a utilização continuada, acentuam-se. O calçado adquire rapidamente pátina e um aspeto „usado” característico. Estas alterações são desejáveis, não constituem manifestação de defeito. Nunca aplique creme nem lustro nestas peles. Para o tratamento use sprays impermeabilizantes incolores, que deve deixar secar à superfície do calçado. A impermeabilização protege parcialmente o calçado da humidade e da sujidade; ainda assim, evite sujar o calçado de forma acentuada, pois é muito difícil removê-la da superfície da pele.
Têxtil
Trate o calçado têxtil a seco, escovando-o, e com produtos adequados para têxteis, que o limpam, impermeabilizam, reavivam as cores e impedem parcialmente que se suje. Não use calçado têxtil em ambiente húmido – não é resistente à ação da humidade exterior.
Materiais sintéticos
Plásticos, imitações de pele, laminados – a vantagem deste calçado é que mantém o seu aspeto mesmo com uma utilização mais prolongada. Estes materiais lembram muitas vezes a pele no aspeto. Este calçado é muito fácil de manter.
Componentes de plástico do calçado
A gáspea e a parte inferior, pintadas à superfície, são muito suscetíveis a danos mecânicos provocados, por ex., por um tropeção. Nesses danos, a cor da superfície é raspada e transparece a cor original do material. Lave-os com um pano húmido com detergente e seque-os. Para limpeza e tratamento podem também usar-se produtos especiais para materiais sintéticos.
Borracha
Lave o calçado com um pano húmido com detergente e seque-o.
Membrana impermeável
Os materiais especiais deste tipo garantem a impermeabilidade e a respirabilidade do calçado. Limpe primeiro o calçado da sujidade grossa com água morna e uma esponja ou escova. Depois de a superfície secar, impermeabilize o calçado com um produto adequado – use apenas produtos recomendados pelos fabricantes destas membranas (por ex. Collonil). Uma impermeabilização de qualidade garante o funcionamento duradouro das membranas (saída do vapor corporal), impedindo que a sujidade penetre juntamente com a humidade na estrutura dos materiais e que os poros da membrana fiquem obstruídos.
A reclamação da mercadoria pode ser feita com o comprovativo de compra ou outro documento credível (por ex., no pagamento com cartão ou por transferência – extrato da conta). Reclame a mercadoria imediatamente após detetar o defeito; reclamações posteriores não serão consideradas.
A reclamação pode ser recusada por razões de higiene se a mercadoria reclamada estiver suja, molhada ou de outro modo inaceitável do ponto de vista higiénico. Depois de corrigidas estas situações, a reclamação será novamente aceite e tratada.
A avaliação da justificação da reclamação e a sua resolução demoram no máximo 30 dias de calendário a contar da receção da mercadoria no processo de reclamação. Não pode ser considerada defeito a alteração da mercadoria em consequência do seu uso normal, de uso incorreto ou de intervenção. A reclamação abrange apenas defeitos causados pelo material ou pela produção.
Defeito não substancial
Se o cumprimento defeituoso constituir uma violação não substancial do contrato (ou seja, de um modo geral, o defeito é sanável), o comprador tem direito à eliminação do defeito, à substituição da parte defeituosa ou a um desconto razoável no preço de compra.
Defeito substancial
Se o cumprimento defeituoso constituir uma violação substancial do contrato (o defeito é grave, insanável, ou surgiram vários defeitos ao mesmo tempo), o comprador tem direito:
O prazo de reclamação não deve ser confundido com a vida útil do produto, ou seja, o período durante o qual o produto pode durar com uso e tratamento corretos, tendo em conta as suas propriedades, a finalidade a que se destina e as diferenças na intensidade de utilização.
RECLAMAR MERCADORIA → DEVOLVER MERCADORIA →
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